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domingo, 5 de fevereiro de 2012

SEMINÁRIO - NÃO PERCA!!!

I Seminário "A Escrita entre outras linguagens".
dia 10 de Março de 2012(sábado),
das
08:30 às 17:00 horas,
no
ISERJ - Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro
Entrada franca.
Traga um livro ou revista para o nosso momento de trocas.
Para maiores informações acesse: http://inscricaogefel.blogspot.com/
Contato/ dúvidas: inscricaogefel@gmail.com

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ótima oportunidade para atualizar-se!


Em novembro, haverá oficinas e seminários sobre vários assuntos Pedagógicos.


Envie seus dados por email e receba informações e ficha de inscrição!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Disortografia
A disortografia pode ser definida como o conjunto de erros da escrita que afetam a palavra mas não o seu traçado ou grafia. A disortografia é a incapacidade de estruturar gramaticalmente a linguagem, podendo manifestar-se no desconhecimento ou negligência das regras gramaticais, confusão nos artículos e pequenas palavras, e em formas mais banais na troca de plurais, falta de acentos ou erros de ortografia em palavras correntes ou na correspondência incorrecta entre o som e o símbolo escrito, (omissões, adições, substituições, etc.).


Sinais indicadores:


Substituição de letras semelhantes.
Omissões e adições, inversões e rotações.
Uniões e separações.
Omissão - adição de “h“.
Escrita de “n“ em vez de “m“ antes de “p“ ou “b“.
Substituição de “r“ por “rr“.


Problemas associados:
Perceptivos:
Deficiência na percepção e na memória visual auditiva
Deficiência a nível espácio-temporal (correta orientação das letras), discriminação de grafemas com traços semelhantes e adequado acompanhamento da sequencia e ritmo da cadeia falada.


Linguístico:
Problemas de linguagem – dificuldades na articulação
Deficiente conhecimento e utilização do vocabulário


Afectivo-emocional:


Baixo nível de motivação
Pedagógicas:
Método de ensino não adequado, (utiliza frequentemente o ditado, não se ajusta à necessidades diferenciais e individuais dos alunos, não respeitando o ritmo de aprendizagem do sujeito).


O que se pode fazer:



  • Encorajar as tentativas de escrita da criança, mostrar interesse pelos trabalhos escritos e elogiá-la.

  • Incitar a criança a elaborar os seus próprios postais e convites, a escrever o seu diário no final do dia como rotina.

  • Chamar a atenção da criança para as situações diárias em que é necessária a utilização da escrita.

  • Incite a criança a ajudá-la na elaboração de uma carta.

  • Não valorize demasiado os erros ortográficos da criança uma vez que estes já são motivo de repreensão e frustração demasiadas vezes.

  • Não corrija simplesmente os seus erros mas tente antes procurar a solução com a criança (ex.: "qual a outra letra que podemos usar para fazer esse som?").

  • Recorra a livros de actividades que existem no mercado que permitem à criança trabalhar os vários casos de ortografia.

  • Não sobrecarregue, contudo, a criança com trabalhos e fichas que a cansem demasiado e a levem a ver as actividades académicas como desagradáveis. Também é preciso brincar.



(Retirado do site: Associação Portuguesa de pessoas com dificuldades de aprendizagem específica)



Disortografia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Disortografia é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva.Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia.Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica.


Características das Disortografias


.Troca de grafemas: Geralmente as trocas de grafemas que representam fonemas homorgânicos acontecem por problemas de discriminação auditiva. Quando a criança troca fonemas na fala, a tendência é que ela escreva apresentando as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam auditivamente semelhantes;
. Falta de vontade de escrever;
. Dificuldade em perceber as sinalizações gráficas (parágrafos, travessão, pontuação e acentuação);
. Dificuldade no uso de coordenação/subordinação das orações;
. Textos muito reduzidos;
. Aglutinação ou separação indevida das palavras.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Projeto Resgate do Valores Humanos!

A ONU definiu o conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida associados à cultura de paz na Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, divulgada em 13 de setembro de 1999. Diversas instituições em todo o mundo aderiram a esta declaração e se empenham na concretização destes ideais.
“Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados:


(Fonte: ONU, 2004).

Todos pela Paz! Todos pela Educação!

Resgatando o que nos torna humanos

Vivemos em uma era violenta; sofremos violências cada vez maiores e com mais constância; assistimos quotidianamente manifestações de violência... a violência entra em nossas casas, muda nossa vida, nossos valores, nossas famílias, nossos comportamentos.

A violência é um sinal, um sintoma de uma sociedade que não criou apreço pelos valores e acabou formando adultos sem referenciais de cidadania e de respeito pelo próximo.

A violência é a marca de uma sociedade excludente (que exclui em todos os sentidos, até afetivos). A solução, a longo prazo , desses problemas exigem uma verdadeira revolução na maneira de educar nossas crianças.

E como fazemos isso?

Há muitos pesquisadores, de variadas áreas de conhecimento, que vêm pensando no humano na atualidade. Existe um educador que há décadas vem tocando a melodia do resgate dos valores humanos básicos, a saber: A VERDADE, A RETIDÃO, A PAZ, O AMOR, A NÃO-VIOLÊNCIA . Ele se chama Sathia Sai Baba e é indiano (MESQUITA, 2003).

Ele propõe que estimulemos esses valores em nossas crianças. Ele afirma, e nós dia a dia comprovamos isso, que à medida que a criança for utilizando a intensa capacidade amorosa que existe dentro dela, germinarão os valores humanos em seu coração, o que se refletirá no comportamento familiar, social e profissional. Independentemente de dificuldades, sofrimentos e decepções que, como todo ser humano, ela encontrar em sua trajetória sobre a Terra, será feliz. Porque felicidade, afinal, não é estar radiante de alegria e de bom humor diariamente, mas permanecer em harmonia com sua natureza humana.

As leis da natureza humana só serão cumpridas quando conseguirmos ser leais à verdade, o que nos levará à retidão, à qual nos proporcionará a paz. Estando em paz, torna-se possível para nós viver e entender o verdadeiro amor incondicional. Com esses valores aflorados, somos capazes de praticar a não-violência, que é a abstenção de ferir o outro pelo pensamento, palavra ou ação.


Quanto antes começarmos, melhor e mais fácil...

Projeto Escolar 2010

"A verdadeira finalidade da educação é a formação do caráter."


(Sathya Sai Baba)



Educar: deriva do latim educare que significa revelar o que está dentro, ajudar no surgimento das habilidades e potencialidades, dos dons de cada pessoa. Cada ser humano, junto com o conhecimento das ciências, deve também adquirir humildade, disciplina e bom caráter, ou seja, deve saber e ser. Deve ter consciência de si, do outro, do nós e de que tudo que existe está inter-relacionado (TIBA, I. 2002).


Nossos pequenos só serão educados se nós os educarmos e, mais do que isso, se nós nos educarmos, nos deixarmos educar nos valores humanos da:


VERDADE, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SER DITO;


RETIDÃO, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SER PRATICADO;


PAZ, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE PREENCHER NOSSA MENTE;


AMOR, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SE EXPANDIR DENTRO DE NÓS;


NÃO-VIOLÊNCIA, ENQUANTO AQUILO QUE DEVEMOS SER PLENAMENTE...
Tudo inicia com o pensamento, não é mesmo?
E é por meio dele que devemos iniciar a transformação. Nossa vida é resultado do que pensamos e do modo como pensamos, individual e coletivamente. É por isso que, para melhorarmos nossa realidade, devemos alterar positivamente nossa maneira de pensar e, conseqüentemente, de agir. E isso é importante no nosso dia a dia com nossas crianças: linguagens e atitudes que despertem inferioridade, baixa auto-estima, insegurança, agressividade, desrespeito as regras e ao próximo... tudo isso sabota a capacidade deles de terem uma vida estruturada, harmoniosa, de sucesso, feliz.

Se educar, uma das tarefas de todo adulto frente a uma criança, é apresentar exemplos, devemos resgatar nossos valores humanos, deixando aflorar nossos melhores sentimentos (MILLOT, 1987).

Para resolver os problemas do mundo, precisamos reconstruir o indivíduo, pois a situação externa de uma nação reflete a situação interna de cada um de nós. Não se pode construir uma sociedade justa se não houver homens e mulheres, crianças, idosos, justos.
Muito mais importante do que favorecer uma avalanche de conhecimentos e informações às nossas crianças é o fato de nós os formarmos enquanto pessoas humanas, incentivando-os a darem o melhor de si.

Devemos juntos, educadores, pais e responsáveis, tomar essa atitude diante de nossas crianças, tornando isso nossa missão: colaborarmos para a formação humana integral de nossos pequenos!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Para compartilhar e Refletir.... Uma visão pedagógoca do filme Tempos Modernos.

Trabalho de análise e reflexão sobre o Filme Tempos Modernos de Charles Chaplin.
Uma visão pedagógica.
Cristiane Oliveira Cruz
Universidade Castelo Branco

Em síntese podemos atribuir ao filme como um modelo da Pedagogia liberal tecnicista com sua organização racional e mecânica, visando corresponder aos interesses da sociedade industrial.
“Tempos Modernos”, de 1936, não é só uma comédia. O filme, escrito e dirigido por Charles Chaplin, é lembrado por suas cenas hilárias, mas também pela sua contribuição em diversas áreas do conhecimento, muito utilizado como recurso pedagógico para análise e estudos de diversos cursos de graduação e formação profissional.
Chaplin, já naquela época, possuía uma visão futurista. Além de grande artista, um pensador...
O que Chaplin queria nos dizer ao editar o seu filme dessa forma? Será que não conseguimos aprender lições com Carlitos?
Podemos realizar reflexões ao assimilarmos o personagem Carlitos aos alunos que nos deparamos no dia a dia.
As primeiras cenas do filme mostram um rebanho de ovelhas seguindo a mesma direção, nota-se ainda na mesma cena, no meio deste rebanho uma ovelha de cor preta no meio de tantas ovelhas brancas. Figurativamente podemos associar a imagem ao cotidiano escolar e sugerir algumas reflexões: Que tipo de educador sou eu? Que segue tendências? Que segue a multidão, fazendo a mesma coisa que outros já fazem? Ou, Que tipo de alunos estou formando? Como posso contribuir para quebrar padigmas? Posso ser ou agir diferente dos demais educadores? Quero formar pessoas para fazer a diferença?
Em cenas posteriores, mostra Carlitos e outros operários realizando repetidas vezes o mesmo movimento, a mesma tarefa, e quando Carlitos ao parar para se coçar é imediatamente advertido por seu superior. Quantas vezes podemos assimilar esta cena ao cotidiano escolar? Onde os alunos são submetidos a atividades de cópias exaustivas da mesma frase; de cálculos, fórmulas, regras; sem oportunidade de refletirem sobre o que aprendem, sendo obrigados a decorar. E por muitas vezes advertidos por professores através da frase: Não pergunte, apenas faça logo estes exercícios! , ou algo parecido. Assim como na pedagogia tradicional. Ao aluno, cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos. Onde o professor expõe as lições, e os alunos devem servir e fazer os exercícios referentes.

Na mesma cena podemos citar que Carlitos trabalha incessantemente, e com grande dificuldade; o que não é notado por seus superiores. O despreparo, digo: a má formação dos educadores faz com que possamos mais uma vez, ressaltar tal semelhança ao cotidiano da educação escolar, onde alunos submetidos a atividades mecânicas apresentam dificuldades de aprendizado. De quem é a culpa?

Tais dificuldades são apresentadas diante dos pais, como deficiência do aluno que é submetido à reprovação e por muitas vezes a sessões de psicoterapia para se conhecer a causa do problema de aprendizado. Promovido por ações de professores mal preparados e descomprometidos com o desenvolvimento global do educando.

Esta problematização da educação pode ser comparada ainda à cena, onde Carlitos tem uma crise nervosa, que o leva a sabotar a fábrica. E é demitido e colocado em uma clínica psiquiátrica.

Carlitos e os demais funcionários são submetidos a situações de estresse, onde são “monitorados” (vigiados), por superiores e o presidente da empresa. O filme aborda ainda na cena onde o “gestor” da empresa permite testar uma máquina de automação de refeição, que tem por objetivo diminuir a perda de tempo e produção do funcionário na execução de suas atividades, permitindo que o funcionário trabalhe e se alimente ao mesmo tempo.

Carlitos é submetido ao teste desta nova tecnologia, que inibe suas habilidades motoras, de lazer e descanso. Tal situação pode ser também comparada a gestores escolares que submetem aos alunos a sistemas de normas (regimento interno) rígidos sem ofertar uma proposta de ensino integradora, democrática e prazerosa. E que não possui uma filosofia de ensino bem definida, testando nos alunos todos os tipos de métodos sem conhecimento da necessidade real do educando e da clientela atendida.

Ou ainda compararmos a situações de sala de aula, com atividades de repetição, já citadas, sem abordar a ludicidade. O lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. Caracterizando-se por ser espontâneo funcional e satisfatório. Segundo Luckesi são aquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis. Para Santin, são ações vividas e sentidas, não definíveis por palavras, mas compreendidas pela fruição, povoadas pela fantasia, pela imaginação e pelos sonhos que se articulam com materiais simbólicos.

Em outra cena, Carlitos é diagnosticado como curado da crise nervosa e volta à sociedade, onde é confundido como agitador e é marginalizado e preso.

Por muitas vezes o educando recebe estereótipos por seus professores, que acarretam em distúrbios de personalidades e distúrbio morais e passam a viver marginalizados. Conseqüência dos atos dos seus “Deseducadores”.

Uma cena que gostaria de ressaltar aqui, se passa na delegacia onde Carlitos está aprisionado, e ocorre uma tentativa de fuga por alguns presos. E ele não se corrompe mediante a situação. Não aproveita a oportunidade para ser complacente a fuga. Quero enfatizar numa abordagem diferente, onde coloco o apelo e relaciono nesta cena a ação do personagem ao educador para que não se corrompa mediante as dificuldades apresentadas em nosso ofício.

O filme retrata ainda várias cenas da sociedade, que são abordagens de outras áreas de graduação, mas, que podem ser analisadas pela pedagogia social.

Durante o filme, Carlitos se mostra um desajeitado. Tentando em vão todo tipo de emprego, mas sempre é traído por sua ingenuidade, ou pela sua bondade, ele e sua amada acabam parando em um restaurante, onde revelam grande aptidão para a dança (ela) e para a comédia (ele). Diante desta cena podemos analisar e porque não afirmar que: a função do educador é descobrir talentos. E não enterrar talentos. Usar a pedagogia da afetividade e valorizar a teoria das inteligências múltiplas.

A atualidade do filme está em mostrar a busca de uma sociedade mais justa e retratar problemas sociais vividos nos “tempos modernos”. Ainda hoje, existem bilhões de “Carlitos Professores” e “Carlitos alunos” que esperam a oportunidade de fazer a diferença.

Chaplin transmite uma mensagem de forte otimismo. Com um simples gesto, pede sua companheira sorria diante de todas as dificuldades. Para terminar deixo para reflexão as citações abaixo:

“Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”
(Paulo Freire)


“A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido”. (Trecho do Poema Educar de Rubem Alves )

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cultura - Promovendo cidadania!




Trabalhar valores humanos em sala de aula se faz necessário nos tempos atuais.
Promova um debate a cerca do tema.





  • O que é cultura?


  • De que forma a cultura contribui para a formação do cidadão?


  • Como foi formada a cultura no Brasil?


  • Cultura no Mundo.


  • Através destes tópicos, trabalhe cidadania, pluralidade, ética, e muito mais!


Compartilhe conosco as suas experiências! Escreva para: encontropedagogico@hotmail.com

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


  • Ensinar bem é...
    ... identificar necessidades


Conseguir enxergar as características pessoais de cada aluno é um dos grandes desafios do dia-a-dia na sala de aula. Mas é condição indispensável para que o ato de ensinar seja eficaz, pois os conteúdos só fazem sentido quando estão ligados aos interesses dos estudantes.
O modo de funcionamento da maioria das escolas não costuma contribuir para que crianças e jovens manifestem suas necessidades. O tempo é curto, as classes, numerosas, e os currículos, extensos. No entanto, o ensino de qualidade só vira realidade quando você adota estratégias para identificar demandas e interesses dos estudantes. "Não é preciso, nem se deve, visitar a família do aluno para conhecê-lo", diz a antropóloga Ana Luiza Carvalho da Rocha, do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), de Porto Alegre. "Basta procurar indícios das condições de vida dele no comportamento em sala de aula: como são sua linguagem, as roupas que usa e seus movimentos”.


Mais próximo da turma

Antes de analisar a garotada, é importante você fazer uma auto-avaliação. Perceba se suas atitudes em sala de aula dão a eles a possibilidade de se expressar individualmente ou se você reforça o "anonimato". Depois reveja a imagem que faz de cada um. Tenha em mente que, ao contrário do que acontece socialmente, é fundamental aproximar-se dos membros do grupo que incomodam, resistem ou tentam se esconder. É preciso ouvir a classe para saber as expectativas em relação à escola e a você. Mas lembre-se: nem sempre os pedidos de ajuda correspondem às verdadeiras necessidades e dificuldades. Ao solicitar um esclarecimento, o aluno pode estar fazendo um pedido de ordem afetiva — por exemplo, para se sentir mais seguro.


Práticas bem-sucedidas

Outro modo de perceber as necessidades de cada um é organizar a classe em grupos de até quatro integrantes e incentivar a cooperação entre eles: quem é bom numa disciplina ajuda os demais. Jogos também funcionam, "pois criam situações que, de forma leve e pouco indutiva, fazem crianças e jovens demonstrar suas condições, inclusive morais", diz Ana Luiza. Na hora de organizar o conteúdo, adote estratégias de ensino que conectem o aluno aos conhecimentos, valores e símbolos que ele já tem. Com certeza a classe terá mais vontade de aprender.

Trabalho de investigação

Para descobrir quais são as reais necessidades da classe, o ideal é:

  • examinar se o ambiente permite que todos se expressem livremente;
  • observar os alunos durante as atividades cotidianas;
  • avaliar as habilidades potenciais de cada estudante;
  • criar e gerenciar situações-problema e ver o desempenho individual da garotada;
  • sempre que possível, trocar informações e idéias com outros professores;
  • mostrar que você se importa com o progresso da turma.

Educar - Rubem Alves

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.

Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver.
É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo.
Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades.

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.
Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.

Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.

São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida.
Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.

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