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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Iguais ou diferentes, que diferença faz?


Aproveite o início do ano para trabalhar valores humanos, respeito a diversidade e ações que evitam o Bulling...

Com esse projeto, os alunos mudaram suas atitudes diante da diversidade humana. Leve essa boa ideia para a sua escola!


Por Mônica Krausz

Objetivos:


Estimular o respeito às diferenças e ao meio ambiente
Aprender a viver junto aceitando a opinião dos outros e expondo as suas com clareza e detalhes, com afetividade e colaboração
Entender que precisamos resolver os conflitos por meio de negociação pacífica
Entender que para preservar o mundo devemos começar em casa e na escola, desenvolvendo também a consciência ecológica
Duração: 4 meses


"Diversidade humana: iguais ou diferentes, que diferença faz?", inserido na temática da Biodiversidade, proposta este ano pela UNESCO.

Primeira leitura e início do projeto

1. O projeto inicia-se com a leitura coletiva do livro Esta é Silvia, de Jeanne Willis, editora Salamandra. A história mostra uma menina realizando várias atividades corriqueiras de crianças e só no final do livro o leitor descobre que a menina tem necessidades especiais (é cadeirante).

2. A leitura deverá ser seguida de roda de conversa e de um passeio pela escola para observação das diferenças entre as pessoas. Uma tem cabelos loiros e lisos, outra tem cabelo crespo...

3. Autorretrato: em seguida, cada aluno desenhará o seu próprio rosto, destacando as diferenças.

4. Reescrita do livro: as crianças vão contando a história e a professora escrevendo em folhas de cartolina ou papel pardo. Depois as crianças ilustram a a história com seus desenhos.

Boneco da diversidade

Cada criança faz o seu e depois todos os bonecos devem ser reunidos para demonstrar a diversidade humana.

Materiais:

revistas
fita crepe
papel higiênico
cola branca
tinta guache
pincel

1. Com as folhas de revistas, faça uma bola para formar a cabeça. Passe fita crepe ao redor.

2. Com o papel, faça o corpo, amassando para dar o formato. Passe fita crepe e una com a cabeça.

3. Faça os braços e as pernas com revista. Passe fita crepe.

4. Pique pedaços de revista e cole no boneco com cola branca.

5. Pinte todo o boneco com tinta guache branca, usando o pincel.

6. Pique papel higiênico em pedaços pequenos e misture com cola branca (pequenas porções) até virar papel machê.

7. Passe essa mistura no corpo do boneco até cobrir todos os pedaços de revista. Deixe secar por dois dias. Pinte com pincel e tinta guache.

Lendo Rubem Alves

As crianças também devem ler com a professora dois livros de Rubem Alves, A Árvore e a Aranha e A Libélula e a Tartaruga, editora Paulus. Por meio dessas obras, poderão am observar que os animais também são diferentes entre si e que as características de cada um são fundamentais para o equilíbrio da natureza. Em roda de conversa, devem chegar à conclusão de que a beleza não está apenas no aspecto físico, mas principalmente nas qualidades morais, na amizade, no companheirismo etc. Antes de partir para a próxima leitura, as crianças devem construir uma maquete sobre o livro A árvore e a Aranha.

Percebendo as diferenças

A partir da leitura do livro Na Minha Escola Todo Mundo é Igual, de Rossana Ramos, editora Corteza, as crianças entrarão em contato os diferentes tipos de necessidades especiais que as pessoas podem ter.

Os alunos podem desenhar o corpo de seus colegas numa folha de papel pardo. Cada aluno se deita sobre uma folha enquanto um colega contornava o seu corpo com um lápis. Depois é só soltar a criatividade e desenhar e pintar o rosto, os cabelos e as roupas por cima do contorno principal.

Rodas de conversa

Promover rodas de conversa com as crianças, nas quais elas apresentam objetos trazidos de casa que representassem a história de seus pais e os países de origem de suas famílias. Na hora da roda, a professora e os alunos devem procuraros países no globo terrestre e comentavam sobre a distância e os meios que se usavam para chegar ao Brasil.

Globo terrestre

Na sala de os alunos ainda podem confeccionar um grande cartaz com a imagem do globo terrestre e crianças de várias etnias ao redor dele.

Questões abordadas: Biodiversidade, diversidade cultural, paz, direitos humanos e cidadania

Culminância: Exposição de trabalhos feitos pelos alunos.

Livros utilizados:

Na Minha Escola Todo Mundo é Igual Autor: Rossana Ramos Editora: Cortez
A Árvore e a Aranha / A Libélula e a Tartaruga Autor: Rubem Alves Editora: Paulus
Esta é a Sílvia Autor: Jeanne Willis Editora: Salamandra

Projeto retirado da Revista Guia Prático da educação Infantil - Ed.89/Julho de 2010.
*Texto com pequenas alterações para fins pedagógicos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Desenvolvimento Cognitivo através da música


A música é também um excelente estímulo para o desenvolvimento das potencialidades da criança. A música influencia diretamente no desenvolvimento infantil, desde o útero materno.

A estimulação infantil com músicas proporciona diversos benefícios:

  • Estimula o desenvolvimento da linguagem oral, aquisição da leitura e escrita, melhorando a capacidade de memorização e de raciocínio lógico;

  • Auxilia no aprimoramento da coordenação motora;

  • Ensina a ouvir as pessoas ao seu redor e os ruídos do ambiente em que esta inserido;

  • Estimula a socialização, pois a criança aprende a conviver melhor com os adultos e com as outras crianças;

  • Comunicação mais efetiva e harmoniosa;

  • Melhoria da concentração para aquisição do aprendizado;

  • Ajuda a desenvolver o vínculo afetivo.












sexta-feira, 14 de maio de 2010

Comportamento Infantil

Filhos que manipulam os pais


Que chato dizer “não” para o meu filho. Certamente você já deve ter seguido essa linha de raciocínio pelo menos uma vez na vida. Mas saiba que esse “não”, futuramente, pode ser uma tacada certeira para o decorrer da relação pai e filho.
O problema mora justamente aí. Muitos pais acham que dizer sim ou aceitar tudo que as crianças pedem irá compensar a ausência enquanto trabalham fora. Ou simplesmente porque dizer sim é mais fácil, estão cansados para escutar as reclamações e choradeiras dos pequenos. Aceitar tudo o que o querido de casa determina é a porta de entrada para uma má educação por parte dos pais.
O reflexo disso é visto não tão somente dentro de casa, mas o falso autoritarismo da criança é transportado para o mundo externo, ou seja, à escola e também nas relações com outras crianças. É cada vez maior o número de queixas de professores em relação à indisciplina e à falta de limites de crianças, fruto de uma educação refém das normas e determinações do filho.
O novo dono da casa - Com apenas três anos de idade já é possível detectar traços de dominação no ambiente familiar. Na base do condicionamento, ela vai se acostumando a executar determinadas ações que nem sempre são aconselháveis para uma boa formação educacional. E isso é ruim para a criança, pois, sem saber, terá enorme dificuldade de convivência com os demais.
Inicialmente, pelos pais permitirem tudo, a criança tende a não se sentir amada. Excesso de tolerância pode significar indiferença e falta de amor.Conseqüentemente, esse ambiente centralizador gera insegurança e até mesmo agressividade no comportamento infantil. Já em um ambiente estranho, a criança terá grandes dificuldades para agir, pois não será a “dona do pedaço”, fazendo com que a insegurança e a agressividade se transformem em autodefesa.
Mostrar para a criança o que pode e o que não pode, fazendo com que reconheça sim e o não. Ficar bravo quando a criança faz algo errado e mostrar que ficou feliz quando acerta na sua atitude.Não há como cuidar dos filhos “sob uma redoma” onde tudo é permitido.
A sociedade vai cobrar limites e nem tudo que a criança quiser vai conseguir, assim sendo por toda a vida. Estabelecer limites e disciplina requer paciência e firmeza. Os pais precisam entender que poupar o filho de situações difíceis, super protegendo-o, abrindo mão dos limites, é o primeiro passo para problemas mais sérios na adolescência. Criança que cresce achando que tudo pode e que só terá coisas boas na vida terá mais propensão a ser seduzido por outros fatores que funcionam como “iscas” para fugir da realidade que encontrará, entre os quais a bebida e as drogas. Portanto, pense duas mil vezes antes de dizer um “sim” ou “não”. Em breve, seu filho agradecerá por isso.
Fonte: guiadobebe.uol.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

Disortografia
A disortografia pode ser definida como o conjunto de erros da escrita que afetam a palavra mas não o seu traçado ou grafia. A disortografia é a incapacidade de estruturar gramaticalmente a linguagem, podendo manifestar-se no desconhecimento ou negligência das regras gramaticais, confusão nos artículos e pequenas palavras, e em formas mais banais na troca de plurais, falta de acentos ou erros de ortografia em palavras correntes ou na correspondência incorrecta entre o som e o símbolo escrito, (omissões, adições, substituições, etc.).


Sinais indicadores:


Substituição de letras semelhantes.
Omissões e adições, inversões e rotações.
Uniões e separações.
Omissão - adição de “h“.
Escrita de “n“ em vez de “m“ antes de “p“ ou “b“.
Substituição de “r“ por “rr“.


Problemas associados:
Perceptivos:
Deficiência na percepção e na memória visual auditiva
Deficiência a nível espácio-temporal (correta orientação das letras), discriminação de grafemas com traços semelhantes e adequado acompanhamento da sequencia e ritmo da cadeia falada.


Linguístico:
Problemas de linguagem – dificuldades na articulação
Deficiente conhecimento e utilização do vocabulário


Afectivo-emocional:


Baixo nível de motivação
Pedagógicas:
Método de ensino não adequado, (utiliza frequentemente o ditado, não se ajusta à necessidades diferenciais e individuais dos alunos, não respeitando o ritmo de aprendizagem do sujeito).


O que se pode fazer:



  • Encorajar as tentativas de escrita da criança, mostrar interesse pelos trabalhos escritos e elogiá-la.

  • Incitar a criança a elaborar os seus próprios postais e convites, a escrever o seu diário no final do dia como rotina.

  • Chamar a atenção da criança para as situações diárias em que é necessária a utilização da escrita.

  • Incite a criança a ajudá-la na elaboração de uma carta.

  • Não valorize demasiado os erros ortográficos da criança uma vez que estes já são motivo de repreensão e frustração demasiadas vezes.

  • Não corrija simplesmente os seus erros mas tente antes procurar a solução com a criança (ex.: "qual a outra letra que podemos usar para fazer esse som?").

  • Recorra a livros de actividades que existem no mercado que permitem à criança trabalhar os vários casos de ortografia.

  • Não sobrecarregue, contudo, a criança com trabalhos e fichas que a cansem demasiado e a levem a ver as actividades académicas como desagradáveis. Também é preciso brincar.



(Retirado do site: Associação Portuguesa de pessoas com dificuldades de aprendizagem específica)



Disortografia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Disortografia é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva.Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia.Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica.


Características das Disortografias


.Troca de grafemas: Geralmente as trocas de grafemas que representam fonemas homorgânicos acontecem por problemas de discriminação auditiva. Quando a criança troca fonemas na fala, a tendência é que ela escreva apresentando as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam auditivamente semelhantes;
. Falta de vontade de escrever;
. Dificuldade em perceber as sinalizações gráficas (parágrafos, travessão, pontuação e acentuação);
. Dificuldade no uso de coordenação/subordinação das orações;
. Textos muito reduzidos;
. Aglutinação ou separação indevida das palavras.


domingo, 23 de agosto de 2009

Encontro da Primavera - Unindo escola e família!




Girassóis e Miosótis

O girassol é flor raçuda,que enfrenta até a mais violenta intempériee acaba sobrevivendo.

Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro.

O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte.
Já o miosótis é plantinha linda,mas que exige muito mais cuidado.Gosta mais de estufa.

O girassol se vira... e como se vira!

O miosótis quando se vira, vira errado. Precisa de atenção redobrada.

Há filhos girassóis e filhos miosótis.

Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.

As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidadede enfrentar problemas e sair-se bem. Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção. Todo cuidado é pouco diante deles. Reagem desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais, ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos,caladões, encurralados. Eles estão sempre precisando de cuidados.

O papel dos Pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor,incentiva ou poda na hora certa. De qualquer modo fique atento. Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho... e não proteja demais os seus miosótis.
As rédeas permanecem com vocês...mas também a tesoura e o regador.
Não negue, mas não dêem tudo que querem:a falta e o excesso de cuidados matam a planta.

Autoria de José Fernandes de Oliveira
" Pe. Zezinho "


FICA A DICA: O TEXTO ACIMA PODE SER LIDO NO ENCONTRO DA PRIMAVERA, NO INÍCIO OU FINAL DO EVENTO COMO CONSCIENTIZAÇÃO AOS PAIS E RESPONSÁVEIS.

domingo, 2 de agosto de 2009

Supernanny na escola

Supernanny na escola
Kelly Roncato

“Esse menino é impossível, não dá para dar aula com ele aqui... e nem adianta falar com os pais porque eles não aparecem, não estão nem aí...” Ué, mas você vai desistir assim, tão rápido? Pensei que sua profissão fosse a de educador.

Tudo bem, a responsabilidade de ensinar, de ajudar crianças e adolescentes a crescerem e se desenvolverem de modo adequado e saudável, realmente, não é apenas sua. No entanto, cabe a você, profissional de educação, observar seus alunos, descobrir quais deles estão fora da sintonia da turma ou da escola, e trabalhar com foco na solução do problema.

Da escola para casa
Prova de que você tem essa capacidade e poder é o programa Supernanny, que vai ao ar nas tardes de domingo pelo SBT. Cristina Poli, a apresentadora (mais conhecida como supernanny) é argentina, trabalha como educadora há 30 anos e dá aulas de Inglês na Escola do Futuro de São Paulo. Antes dela, várias psicólogas e outras tantas educadoras fizeram testes, mas o perfil mais adequado para o programa foi justamente o de uma professora especializada em Desenvolvimento Infantil.

Segundo Cris, toda a técnica de disciplina utilizada por ela nas casas, com as famílias, pode ser aplicada nas escolas. Sendo assim, depois de observar os pontos positivos e negativos de cada estudante, o professor pode ficar à vontade e chamar os pais dos alunos para conversar. “Os pais e a escola trabalhando juntos são capazes de oferecer uma educação muito mais coerente, que dá resultado muito mais rápido e positivo. Então, eu creio que a escola precisa trabalhar com a família”, afirma. A supernanny destaca, ainda, a importância de levar as famílias para a escola, promover atividades conjuntas e abrir espaço para o diálogo mais natural e corriqueiro.

Concordância
Cris Poli explica que problemas comportamentais, por exemplo, podem estar ligados à falta de adequação entre as características da família da criança e da escola. Ela acredita que a escolha da instituição tem de ser consciente e que deve haver uma concordância do ponto de vista das duas partes. Para isso, os pais precisam visitar a escola, conversar com a direção, com a coordenação, verificar qual é a proposta pedagógica e ver se o jeito deles de educar o filho se adequa à forma da escola de fazer o mesmo. “Não adianta, se eu quero dar para o meu filho uma educação liberal, matriculá-lo numa escola que tenha padrões muito rígidos porque vai haver um conflito e isso vai refletir na criança.”

O segundo passo é conversar com todos os alunos, logo no início do ano, e decidir com eles quais serão as regras a serem respeitadas por todos dentro da escola, nos mais variados ambientes e horários. “Estabelecendo essas regras de maneira clara e ao alcance dos estudantes, explicando para eles qual é o objetivo, dá para exigir seu cumprimento de maneira adequada”, diz Cris.

Outra dica que a pedagoga oferece quanto às regras é escrever todas as regras em um quadro e pendurar na parede da sala. “Isso facilita o trabalho porque mostra que foi uma decisão tomada em consenso com eles, e que eles se comprometeram a cumprir. Então você não tem dificuldade depois para cobrar.”

Motivação
Caro professor, não é só você que precisa de motivação para sair da sua casa todos os dias em direção à escola. Seus alunos também. Existem algumas maneiras que se mostram eficientes nos lares visitados por Cristina Poli e que podem ser usadas também na escola, como forma de ajudar os alunos a terem prazer em aprender.

Na instituição de ensino, a motivação pode vir em forma de elogio, sorriso, nome no mural da sala. Os eventos escolares, envolvendo a família e a escola, também são fatores que alegram os alunos.

Outra maneira de ajudar o estudante a se desenvolver é fazendo-o ver que está evoluindo a cada dia. Nesse caso, vale usar a criatividade. Se você tem alunos pequenos, dê-lhes estrelas coloridas – cada cor para uma conquista diferente. Caso eles sejam maiores, ofereça quebra-cabeças, gibis, desenhos para colorir ou tempo para recreação fora da sala de aula.

Alguns alunos, mais agitados, gostam de jogar bola. Assim, se conseguirem terminar a atividade em curto prazo, e você verificar que tudo está correto, deixe-os livres para brincar nos últimos minutos de aula, fazer atividades que julguem interessantes e que sejam também educativas. “Quando a criança tem regras, limites, disciplina, mas também tem motivação, atividades dirigidas e outros focos nos quais se concentrar, ela não dá trabalho porque está ocupada e gosta daquilo que está fazendo”, afirma Cris.

Só tem criança na escola?
Estava demorando hoje, hein, professor? Bom, no caso dos adolescentes, Cristina afirma que o primeiro passo deve ser sempre do adulto, já que os jovens costumam ser mais fechados do que as crianças. “É muito importante que o adulto conheça o mundo do adolescente. Para conseguir isso, o professor precisa demonstrar interesse pelo aluno adolescente. Ouvi-lo, aconselhá-lo, dar abraço, dar beijo. É muito importante demonstrar carinho com ele”, acredita.

Ela ensina ainda que os adolescentes são mais calados e se mostram mais rebeldes do que as crianças por uma questão de autodefesa. “Se você tiver paciência, demonstrar afeto e esperar o tempo dele, com certeza, vai obter excelentes resultados”, informa. “Confiando em você, ele não só vai permitir ser ajudado como vai se esforçar para superar as próprias dificuldades com o objetivo de mostrar a você que consegue.”

“A mídia deseduca”
Certamente, você já ouviu a desculpa de que o adolescente só se veste de preto, não ajuda em casa e finge não escutar uma ordem do professor porque tem assistido muita TV. Ídolos existem, sempre existirão, são fabricados pela mídia para influenciar mesmo. Mas não se transformam na referência principal do adolescente gratuitamente.

Da próxima vez que ouvir algo desse gênero, pense que o garoto só assiste muita televisão e imita o guitarrista da banda estrangeira porque não tem uma referência adulta forte em casa. “Desde que nasce até chegar à idade adulta, a criança precisa aprender tudo. E ela aprende vendo, ouvindo e imitando aquilo que vê e ouve. Se não vê e ouve do pai, vai procurar alguém e imitar”, explica. “Mas a palavra ‘ausente’ eu uso não para o pai que trabalha fora e, sim, para aquele pai que, mesmo estando em casa, não fica com o filho, não tem um tempo de qualidade com ele. Essa situação se transforma em problema e é isso que eu chamo de um pai ausente”, diz a supernanny.

O papel da escola
Às vezes, o seu desafio na sala de aula existe por você ser um novo funcionário. Quando, além de estar fazendo o reconhecimento da instituição, você também está começando a se conhecer como profissional, é fundamental que receba apoio do colégio. A Escola do Futuro, por exemplo, oferece treinamento para o corpo docente a cada início e meio de ano. Nesses treinamentos, os profissionais recebem orientações referentes aos principais objetivos da escola e a forma de trabalhar para chegar até essas metas.

Além disso, os professores mais antigos, como Cristina Poli, trabalham como uma espécie de “mestres dos mestres”. Eles tiram dúvidas dos colegas e se dispõem a auxiliá-los diante de qualquer novidade. É uma maneira de fazer o novo profissional conhecer e se adequar à política da instituição.

Entretanto, se a sua escola não conta com um treinamento específico, é importante que você encontre apoio na coordenação do colégio. Tire suas dúvidas, aceite idéias, opiniões e dicas de seus superiores e colegas.

Muitas vezes, também o clima de sua aula reflete o clima existente na instituição. Observar esse fator específico pode lhe ajudar a perceber se o seu perfil é mesmo o de um profissional da escola na qual você está trabalhando.

A dica da supernanny para os pais dos alunos – saber se a sua forma de educar se adequa à forma de educar da escola – também serve para o professor, já que ele é o responsável por mostrar aos estudantes como a instituição funciona.

Coerência
Se você assistiu a algum episódio do programa Supernanny, pôde perceber que a “babá” oferece dicas muito simples, mas fundamentais para quem deseja ter um relacionamento saudável. E esse relacionamento pode ser com você mesmo, com seus alunos, superiores, colegas e familiares.

Um deles é só pedir o que o estudante tem a oferecer, e que você possa retribuir. Se uma das normas é que os alunos não devem conversar durante a explicação do professor, você também não pode cortar a pergunta ou afirmação de um aluno para chamar a atenção de outro. “O professor deve estar atento às características de cada criança para saber lidar com cada uma delas, pois existem alunos que são mais agitados, outros são tímidos, quietinhos, e tem ainda aqueles que falam bastante, pedem mais atenção. Ele precisa conhecê-los”, aponta Cris.

Troca
E quando na escola tudo vai bem e, de repente, um pai de aluno chega perguntando: “O que vocês têm que eu não tenho?” Cristina Poli afirma que a mudança de comportamento da criança em casa e na escola é freqüente. Quando o problema está em casa, ela recomenda que, ao receber os pais, o professor ofereça como solução para a indisciplina alguns métodos, regras, limites e motivações da escola.

Por outro lado, caso a indisciplina seja observada na sala de aula, o educador deve pediro apoio aos pais do estudante, perguntando a eles como a criança se comporta em casa e quais são os métodos de disciplina com os quais ela está acostumada. Rever as atividades oferecidas em sala, a forma de colocar limites e motivá-las também pode ser de grande valia.

Depois de fazer o diagnóstico completo da situação, não esqueça do principal, que é conversar com o aluno sobre a importância da mudança, de realizar as modificações necessárias e perseverar nelas, até que os resultados apareçam.

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