
Estudar na escola... estudar fora da escola. Estudar sempre! Não só para fazer testes, atividades, provas... Estudar para a vida, tornando-a mais rica e cheia de possibilidades. (Paulo Freire)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Lembrancinhas para Volta ás aulas 2011!
Como mensagem deixo a seguinte sugestão:
e dá vida a nossa escola.Seja bem Vinda!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A escola dos meus sonhos....

"Qual é a escola dos seus sonhos"?
Para mim, é a escola que educa os jovens para extraírem segurança da terra do medo, sorriso das lágrimas e sabedoria dos fracassados.
Não tem pais infalíveis, nem filhos perfeitos. Mas aqueles em que pais e filhos têm coragem de dizer um para o outro EU TE AMO, EU EXAGEREI, DESCULPE-ME.
Nela os pais dão risadas quando perdem a paciência com os filhos.
Linda Mensagem de Augusto Cury...
domingo, 17 de janeiro de 2010
Projeto Resgate do Valores Humanos!
A ONU definiu o conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida associados à cultura de paz na Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, divulgada em 13 de setembro de 1999. Diversas instituições em todo o mundo aderiram a esta declaração e se empenham na concretização destes ideais.“Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados:
- No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação;
- No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
- No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
- No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
- Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
- No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
- No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
- No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
- Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações; e animados por uma atmosfera nacional e internacional que favoreça a paz.”
(Fonte: ONU, 2004).
Todos pela Paz! Todos pela Educação!Resgatando o que nos torna humanos
Vivemos em uma era violenta; sofremos violências cada vez maiores e com mais constância; assistimos quotidianamente manifestações de violência... a violência entra em nossas casas, muda nossa vida, nossos valores, nossas famílias, nossos comportamentos.
A violência é um sinal, um sintoma de uma sociedade que não criou apreço pelos valores e acabou formando adultos sem referenciais de cidadania e de respeito pelo próximo.
A violência é a marca de uma sociedade excludente (que exclui em todos os sentidos, até afetivos). A solução, a longo prazo , desses problemas exigem uma verdadeira revolução na maneira de educar nossas crianças.
E como fazemos isso?
Há muitos pesquisadores, de variadas áreas de conhecimento, que vêm pensando no humano na atualidade. Existe um educador que há décadas vem tocando a melodia do resgate dos valores humanos básicos, a saber: A VERDADE, A RETIDÃO, A PAZ, O AMOR, A NÃO-VIOLÊNCIA . Ele se chama Sathia Sai Baba e é indiano (MESQUITA, 2003).Ele propõe que estimulemos esses valores em nossas crianças. Ele afirma, e nós dia a dia comprovamos isso, que à medida que a criança for utilizando a intensa capacidade amorosa que existe dentro dela, germinarão os valores humanos em seu coração, o que se refletirá no comportamento familiar, social e profissional. Independentemente de dificuldades, sofrimentos e decepções que, como todo ser humano, ela encontrar em sua trajetória sobre a Terra, será feliz. Porque felicidade, afinal, não é estar radiante de alegria e de bom humor diariamente, mas permanecer em harmonia com sua natureza humana.
As leis da natureza humana só serão cumpridas quando conseguirmos ser leais à verdade, o que nos levará à retidão, à qual nos proporcionará a paz. Estando em paz, torna-se possível para nós viver e entender o verdadeiro amor incondicional. Com esses valores aflorados, somos capazes de praticar a não-violência, que é a abstenção de ferir o outro pelo pensamento, palavra ou ação.
Quanto antes começarmos, melhor e mais fácil...
Projeto Escolar 2010

Nossos pequenos só serão educados se nós os educarmos e, mais do que isso, se nós nos educarmos, nos deixarmos educar nos valores humanos da:
VERDADE, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SER DITO;
RETIDÃO, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SER PRATICADO;
PAZ, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE PREENCHER NOSSA MENTE;
AMOR, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SE EXPANDIR DENTRO DE NÓS;
Se educar, uma das tarefas de todo adulto frente a uma criança, é apresentar exemplos, devemos resgatar nossos valores humanos, deixando aflorar nossos melhores sentimentos (MILLOT, 1987).
Para resolver os problemas do mundo, precisamos reconstruir o indivíduo, pois a situação externa de uma nação reflete a situação interna de cada um de nós. Não se pode construir uma sociedade justa se não houver homens e mulheres, crianças, idosos, justos.
Devemos juntos, educadores, pais e responsáveis, tomar essa atitude diante de nossas crianças, tornando isso nossa missão: colaborarmos para a formação humana integral de nossos pequenos!
2010 - Volta ás aulas! Vamos planejar e refletir....

Rubem Alves
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria!
Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista!
E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda.
Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra.
A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram".
Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Para compartilhar e Refletir.... Uma visão pedagógoca do filme Tempos Modernos.
Uma visão pedagógica.
Universidade Castelo Branco
Em síntese podemos atribuir ao filme como um modelo da Pedagogia liberal tecnicista com sua organização racional e mecânica, visando corresponder aos interesses da sociedade industrial.
O que Chaplin queria nos dizer ao editar o seu filme dessa forma? Será que não conseguimos aprender lições com Carlitos?
Na mesma cena podemos citar que Carlitos trabalha incessantemente, e com grande dificuldade; o que não é notado por seus superiores. O despreparo, digo: a má formação dos educadores faz com que possamos mais uma vez, ressaltar tal semelhança ao cotidiano da educação escolar, onde alunos submetidos a atividades mecânicas apresentam dificuldades de aprendizado. De quem é a culpa?
Tais dificuldades são apresentadas diante dos pais, como deficiência do aluno que é submetido à reprovação e por muitas vezes a sessões de psicoterapia para se conhecer a causa do problema de aprendizado. Promovido por ações de professores mal preparados e descomprometidos com o desenvolvimento global do educando.
Esta problematização da educação pode ser comparada ainda à cena, onde Carlitos tem uma crise nervosa, que o leva a sabotar a fábrica. E é demitido e colocado em uma clínica psiquiátrica.
Carlitos e os demais funcionários são submetidos a situações de estresse, onde são “monitorados” (vigiados), por superiores e o presidente da empresa. O filme aborda ainda na cena onde o “gestor” da empresa permite testar uma máquina de automação de refeição, que tem por objetivo diminuir a perda de tempo e produção do funcionário na execução de suas atividades, permitindo que o funcionário trabalhe e se alimente ao mesmo tempo.
Carlitos é submetido ao teste desta nova tecnologia, que inibe suas habilidades motoras, de lazer e descanso. Tal situação pode ser também comparada a gestores escolares que submetem aos alunos a sistemas de normas (regimento interno) rígidos sem ofertar uma proposta de ensino integradora, democrática e prazerosa. E que não possui uma filosofia de ensino bem definida, testando nos alunos todos os tipos de métodos sem conhecimento da necessidade real do educando e da clientela atendida.
Ou ainda compararmos a situações de sala de aula, com atividades de repetição, já citadas, sem abordar a ludicidade. O lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. Caracterizando-se por ser espontâneo funcional e satisfatório. Segundo Luckesi são aquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis. Para Santin, são ações vividas e sentidas, não definíveis por palavras, mas compreendidas pela fruição, povoadas pela fantasia, pela imaginação e pelos sonhos que se articulam com materiais simbólicos.
Em outra cena, Carlitos é diagnosticado como curado da crise nervosa e volta à sociedade, onde é confundido como agitador e é marginalizado e preso.
Por muitas vezes o educando recebe estereótipos por seus professores, que acarretam em distúrbios de personalidades e distúrbio morais e passam a viver marginalizados. Conseqüência dos atos dos seus “Deseducadores”.
Uma cena que gostaria de ressaltar aqui, se passa na delegacia onde Carlitos está aprisionado, e ocorre uma tentativa de fuga por alguns presos. E ele não se corrompe mediante a situação. Não aproveita a oportunidade para ser complacente a fuga. Quero enfatizar numa abordagem diferente, onde coloco o apelo e relaciono nesta cena a ação do personagem ao educador para que não se corrompa mediante as dificuldades apresentadas em nosso ofício.
O filme retrata ainda várias cenas da sociedade, que são abordagens de outras áreas de graduação, mas, que podem ser analisadas pela pedagogia social.
Durante o filme, Carlitos se mostra um desajeitado. Tentando em vão todo tipo de emprego, mas sempre é traído por sua ingenuidade, ou pela sua bondade, ele e sua amada acabam parando em um restaurante, onde revelam grande aptidão para a dança (ela) e para a comédia (ele). Diante desta cena podemos analisar e porque não afirmar que: a função do educador é descobrir talentos. E não enterrar talentos. Usar a pedagogia da afetividade e valorizar a teoria das inteligências múltiplas.
A atualidade do filme está em mostrar a busca de uma sociedade mais justa e retratar problemas sociais vividos nos “tempos modernos”. Ainda hoje, existem bilhões de “Carlitos Professores” e “Carlitos alunos” que esperam a oportunidade de fazer a diferença.
Chaplin transmite uma mensagem de forte otimismo. Com um simples gesto, pede sua companheira sorria diante de todas as dificuldades. Para terminar deixo para reflexão as citações abaixo:
“Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”
(Paulo Freire)
“A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido”. (Trecho do Poema Educar de Rubem Alves )
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Cultura - Promovendo cidadania!

Trabalhar valores humanos em sala de aula se faz necessário nos tempos atuais.
Promova um debate a cerca do tema.
- O que é cultura?
- De que forma a cultura contribui para a formação do cidadão?
- Como foi formada a cultura no Brasil?
- Cultura no Mundo.
- Através destes tópicos, trabalhe cidadania, pluralidade, ética, e muito mais!
Compartilhe conosco as suas experiências! Escreva para: encontropedagogico@hotmail.com
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
- Ensinar bem é...
... identificar necessidades
O modo de funcionamento da maioria das escolas não costuma contribuir para que crianças e jovens manifestem suas necessidades. O tempo é curto, as classes, numerosas, e os currículos, extensos. No entanto, o ensino de qualidade só vira realidade quando você adota estratégias para identificar demandas e interesses dos estudantes. "Não é preciso, nem se deve, visitar a família do aluno para conhecê-lo", diz a antropóloga Ana Luiza Carvalho da Rocha, do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), de Porto Alegre. "Basta procurar indícios das condições de vida dele no comportamento em sala de aula: como são sua linguagem, as roupas que usa e seus movimentos”.
Mais próximo da turma
Antes de analisar a garotada, é importante você fazer uma auto-avaliação. Perceba se suas atitudes em sala de aula dão a eles a possibilidade de se expressar individualmente ou se você reforça o "anonimato". Depois reveja a imagem que faz de cada um. Tenha em mente que, ao contrário do que acontece socialmente, é fundamental aproximar-se dos membros do grupo que incomodam, resistem ou tentam se esconder. É preciso ouvir a classe para saber as expectativas em relação à escola e a você. Mas lembre-se: nem sempre os pedidos de ajuda correspondem às verdadeiras necessidades e dificuldades. Ao solicitar um esclarecimento, o aluno pode estar fazendo um pedido de ordem afetiva — por exemplo, para se sentir mais seguro.
Práticas bem-sucedidas
Outro modo de perceber as necessidades de cada um é organizar a classe em grupos de até quatro integrantes e incentivar a cooperação entre eles: quem é bom numa disciplina ajuda os demais. Jogos também funcionam, "pois criam situações que, de forma leve e pouco indutiva, fazem crianças e jovens demonstrar suas condições, inclusive morais", diz Ana Luiza. Na hora de organizar o conteúdo, adote estratégias de ensino que conectem o aluno aos conhecimentos, valores e símbolos que ele já tem. Com certeza a classe terá mais vontade de aprender.
Trabalho de investigação
Para descobrir quais são as reais necessidades da classe, o ideal é:
- examinar se o ambiente permite que todos se expressem livremente;
- observar os alunos durante as atividades cotidianas;
- avaliar as habilidades potenciais de cada estudante;
- criar e gerenciar situações-problema e ver o desempenho individual da garotada;
- sempre que possível, trocar informações e idéias com outros professores;
- mostrar que você se importa com o progresso da turma.

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver.
É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo.
Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades.
Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.
Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.
São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida.
Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.
domingo, 23 de agosto de 2009
Encontro da Primavera - Unindo escola e família!

O girassol é flor raçuda,que enfrenta até a mais violenta intempériee acaba sobrevivendo.
Já o miosótis é plantinha linda,mas que exige muito mais cuidado.Gosta mais de estufa.
O papel dos Pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor,incentiva ou poda na hora certa. De qualquer modo fique atento. Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho... e não proteja demais os seus miosótis.
Não negue, mas não dêem tudo que querem:a falta e o excesso de cuidados matam a planta.
Autoria de José Fernandes de Oliveira
" Pe. Zezinho "