
Estudar na escola... estudar fora da escola. Estudar sempre! Não só para fazer testes, atividades, provas... Estudar para a vida, tornando-a mais rica e cheia de possibilidades. (Paulo Freire)
terça-feira, 25 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Projeto Abolição da Escravatura
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Copa do Mundo 2010
Campeonato mundial de futebol leva alunos a estudar história, música e política
POR CRISTINE GERK
Rio - A Copa do Mundo só começa dia 11, mas nas salas de aula o time dos pequenos fãs de Kaká e Robinho já estão com a bola cheia! Os jovens alunos nunca tiveram tanta vontade de estudar Geografia, História, Português e Matemática quanto agora, quando a competição virou tema das atividades. “A tia às vezes só passa um dever e pedimos mais. Minha mãe está até estranhando eu querer ir para a aula mais cedo!”, se diverte a pequena Sarah Raquel, 10 anos, aluna da Escola Municipal General Mitre, no Santo Cristo.
No colégio, os 430 alunos de 4 a 11 anos estão conhecendo tudo sobre o continente africano, que sediará as partidas. Eles aprenderam dialetos, hinos e bandeiras de cada país da África. “Aproveitamos o gancho da Copa para ensinar sobre escravidão, preconceito, grandes personagens da História africana. Agora, eles estão escrevendo sobre que sonhos do Martin Luther King de igualdade poderiam ser aplicados à vida deles, como entrar numa loja e não sofrer com olhares desconfiados”, explica a diretora adjunta da escola, Rachel Raemy Rangel.
Não falta criatividade na hora de envolver os alunos na aprendizagem. Os times de futebol do Rio servem de desculpa para estudar a geografia da cidade. Os grandes acontecimentos ligados à Copa viram pano de fundo para aprender o contexto histórico do Brasil na época. Datas de nascimento dos jogadores escalados são ‘desculpa’ para fazer contas.
“Eles estão aprendendo substantivos próprios com os nomes dos técnicos, perguntam sobre a criação do Maracanã, os ídolos de cada época, a diversidade cultural que observam nos times. Os deveres sempre voltam prontos”, comemora a professora Eliane Saturnino Soares, do 3º ano da escola.
Alunos que antes largavam a sala suja e esqueciam cadernos na mesa agora se empenham em decorar o espaço com bandeirinhas e cartazes, deixando tudo impecável. “Eu adoro estudar a Copa porque os outros assuntos são mais chatos. Futebol dá vontade de fazer redação”, admite Thamyres do Nascimento Silva, 8 anos. “Gosto de saber sobre a África. Lá tem muito bicho, né? Jacaré, passarinho, boi, vaca. Tem que ter cuidado que eles comem gente”, alerta, preocupado, Alex Martins de Oliveira, 9 anos.
No Centro Interescolar Miécimo da Silva, em Campo Grande, a disputa esportiva é pretexto para estudar a globalização. “Se eu falasse que o trabalho era de globalização, iam achar chato. Mas a Copa em si é um exemplo do que é a globalização. Nem todos os países participam, sempre no fim as potências ganham, como o Brasil, que está se transformando em uma delas. Eles entendem que os EUA gostam de dominar; que a Coreia do Norte é polêmica; e qual a influência de um país no outro. A maioria nunca ouviu falar desses países. Além de mostrar para eles que o mundo é grande, quero dizer que, pela Internet e as comunicações, o mundo pode ser pequeno. Eles podem ver como os países são desiguais, assim como o Rio, e o que pode ser feito para mudar essa realidade”.
No Colégio Estadual André Maurois, no Leblon, os 2.400 alunos entraram em campo para pesquisar a localização dos países participantes em mapas e livros. O vocabulário dos jogos incentiva a garotada nas aulas de Espanhol e Inglês. “Estamos passando filmes sobre a África e montando exposições artísticas”, conta a orientadora educacional Marília Herzer Gil. Vinicius Bastos, 16, gosta de estudar o mundo porque quer ser chefe de cozinha: “Penso em temperos, em pratos. Eu ainda quero viajar para conhecer esses lugares ao vivo”.
Nos dias de jogos do Brasil, o Centro Educacional 1, 2, 3 e Já, no Méier, não vai funcionar no período da tarde por motivos de segurança. Caio Gouveia, 8, já comemora: “Na escola, a gente não ia conseguir ver os jogos!”.
Doenças sexualmente transmissíveis na pauta
No Colégio Santa Mônica, na Taquara, a Copa do Mundo virou gancho para estudar doenças sexualmente transmissíveis. “Como a epidemia de Aids é grave na África, aproveitamos para fazer um alerta. Estudamos a visão histórica, as relações sociais e de poder nos países africanos e participantes da Copa. A garotada está fazendo painel e analisando matérias de jornais e revistas”, conta a professora Andrea Carla, de História.
O esporte ganhou um incentivo a mais. No Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa, os alunos estão treinando até no Flamengo para competição esportiva em que cada turma representa um país da Copa. “Os professores de música estão ensinando os ritmos de cada nação para eles fazerem apresentações”, descreve o professor Tiago Lisboa
Desenvolvimento Cognitivo através da música

A estimulação infantil com músicas proporciona diversos benefícios:
- Estimula o desenvolvimento da linguagem oral, aquisição da leitura e escrita, melhorando a capacidade de memorização e de raciocínio lógico;
- Auxilia no aprimoramento da coordenação motora;
- Ensina a ouvir as pessoas ao seu redor e os ruídos do ambiente em que esta inserido;
- Estimula a socialização, pois a criança aprende a conviver melhor com os adultos e com as outras crianças;
- Comunicação mais efetiva e harmoniosa;
- Melhoria da concentração para aquisição do aprendizado;
- Ajuda a desenvolver o vínculo afetivo.



sexta-feira, 14 de maio de 2010
Comportamento Infantil

quinta-feira, 13 de maio de 2010
13 de Maio - Dia da Abolição da Escravatura.

Introdução:

Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.
Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.
Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O Secretário de Estado dos Negócios d'Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dado no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1888 - 67º da Independência e do Império.
Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que Houve por bem sancionar declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara.
Para Vossa Alteza Imperial ver

O Dia da Abolição da Escravatura, hoje também Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, oficializou o fim da escravidão negra.
Atividades para o 1º segmento do Ensino Fundamental
- Inicialmente, realize uma pesquisa sobre a Escravidão no Brasil, ou distribua texto sobre o assunto.
- Reproduza em forma de teatro de fantoches a história, para que dê um enfoque mais lúdico e prazeroso aos educandos.( Essa atividade também pode ser realizada para a educação infantil)
- Leve para a sala de aula algumas letras de música que falem sobre escravidão, se possivel, anteriormente, ouça a música com seus alunos, e após a leitura da letra, promova um debate. E depois peça que os alunos façam uma redação dando a opinião sobre o tema.
- Produza cartazes com os seguintes temas: A contribuição do negro africano para a formação do povo brasileiro. (aqui poderão ser abordados a cultura, a religião , a culinária e a dança, assim como o trabalho do negro africano)
- Após a pesquisa para a produção dos cartazes, (de acordo com a realidade do educandos) promova uma apresentação de danças ou uma degustação dos pratos típicos inseridos pelos escravos no Brasil.
- Amplie imagens que retratem o período da escravidão, e faça com os alunos a leitura desta imagem, onde possam observar e refletir. Faça o registro das obersações.
Sugestão das músicas para Debate e Reflexão:
A mão da limpeza
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil
O branco inventou que o negro Quando não suja na entradaVai sujar na saída, ê
Imagina sóVai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê
Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão
100 Anos de Liberdade - Realidade Ou Ilusão?
Dudu Nobre
Composição: Hélio Turco, Jurandir e Alvinho
Será...
Que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusãoSerá...
Que a lei Áurea tão sonhada
A tanto tempo imaginada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
Moço...
Não se esqueça que o negro também construiu
As riquezas do nosso Brasil
Pergunte ao criador
Quem pintou esta aquarela
Livre do açoite da senzala
Preso na miséria da favela
Sonhei....
Que Zumbi dos Palmares voltou
A tristeza do negro acabou
Foi uma nova redenção
Senhor..
Eis a luta do bem contra o ma
lQue tanto sangue derramouC
ontra o preconceito racial
O negro samba
Negro joga capoeira
Ele é o rei na verde e rosa da Mangueira
- Para decoração da escola, deixo como sugestão: Slogans contra o preconceito racial, cartazes de apoio e respeito as diferentes raças. E para o mural; pode-se ampliar o mapa do Brasil, onde dentro deverá ser colado gravuras de pessoas negras trabalhando, estudando, etc..., abaixo do mapa o desenho de mãos escravas simbolizando a libertação.Como cabeçalho do mural a seguinte frase: Basil! Um país construído por negros. Diga não ao preconceito racial! E no rodapé do mural ( abaixo das mãos libertas) , a frase: 122 anos da Abolição da Escravatura.
- Como sugestão de traje, deixo a seguinte: Faça braceletes com duas ou três correntinhas para por no pulso das crianças, (pode ser confeccionada com papel lâminado prata) e uma faixa onde deve está escrito: Liberdade! 122 anos da Abolição da Esctavatura. Outra ideia, é que os alunos saiam com uma caneta feita de pena e réplicas da carta da abolição.
Para encerramento do projeto, os alunos podem cantar e dançar a seguinte música:
Kizomba, Festa da Raça
Martinho da Vila
Composição: Rodolpho / Jonas / Luís Carlos da Vila
Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição...
Sugestão de imagem para interpreção e reflexão:
Projeto elaborado por: Cristiane Oliveira Cruz.
( Vele ressaltar que quaisquer semelhanças, são meras coincidências.As músicas sugeridas possuem autores especificados, e seu uso se dá para fins pedagógicos; assim como as gravuras retiradas da internet.)